2) Trindade – Marco nº 2
Recentemente
(fev/2008) foi divulgado na internet o impressionante vídeo “The Alpha and The
Omega” contendo informações reveladoras que esclarecem ainda mais como foi que
o dogma Trinitariano ingressou na IASD.
Caso não tenha
ainda assistido a este vídeo, aqui estão os links das quatro partes em que ele
foi dividido:
Parte 1 -
http://br.youtube.com/watch?v=odQ37w-qpYI&feature=related (8:42 minutos)
Parte 2 -
http://br.youtube.com/watch?v=A7Fhk-PSKpg&feature=related (9:30 minutos)
Parte 3 -
http://br.youtube.com/watch?v=3oMhSmnps4w&feature=related (9:41 minutos)
Parte 4 -
http://br.youtube.com/watch?v=G9Y62ZsJDa4&feature=related (9:17 minutos)
O vídeo
demonstra através de alguns documentos históricos (correspondências trocadas
entre os pioneiros) que a questão que tanto preocupava os líderes da IASD em
relação ao livro “The Living Temple” de J.H.Kellogg não era simplesmente uma
forma tradicional de panteísmo místico, mas sim se a força que permeava e
estava presente em toda a natureza criada por Deus era o Espírito Santo como
uma pessoa divina no mesmo nível de Deus o Pai e de Seu Filho Jesus.
Vamos
rapidamente recapitular alguns pontos importantes desta história:
1) Em 1902 o comitê da Conferência
Geral designado para revisar o livro do Dr.Kellogg decidiu não publica-lo por
ele conter declarações como esta:
“Agora suponha que temos uma bota diante de nós, não uma
bota comum, mas uma bota viva. E que ao olharmos para ela, vemos mini-botas se
movendo pelas costuras, escorregando-se pelo calcanhar, e espremendo-se até a
biqueira, e escapando pelo topo. Muitas, centenas, milhares de botas, um enxame
de botas continuamente fluindo a partir de nossa bota viva. Não seríamos
levados a dizer: ‘Existe um sapateiro dentro da bota?’ Então também existe na
árvore um poder que a cria e a mantém, um fazedor-de-árvores na árvore.” John Harvey Kellogg – The Living
Temple, pág. 29.
O
panteísmo clássico (do grego: pan=tudo, universo e theos=Deus) identifica o
universo com Deus e é definido pela crença e/ou percepção da natureza e do
universo como divindade. Sua principal convicção é que Deus, ou
força divina, está presente no mundo e permeia tudo o que nele existe. O divino
também pode ser experimentado como algo impessoal, como a alma do mundo, ou um
sistema do mundo. O panteísmo também pode ser resumido com a crença de que tudo
é Deus.
É claro que o Dr.Kellogg não acreditava de que Deus fosse
uma força impessoal a permear o universo, mas sua declaração acima pode muito
bem sugerir que ele acreditava que o Deus pessoal da Bíblia atuava de uma forma
misteriosa dentro das coisas vivas, de forma que esta força ou poder divino
dentro delas atuava como se fosse uma extensão dEle mesmo criando e mantendo a
vida.
Esta idéia assustou os membros do Comitê da Conferência
Geral, pois eles inicialmente podem ter achado que tais declarações poderiam
ser facilmente confundidas com um conceito panteísta da divindade.
2) Em 16 de março de 1903 Ellen White
escreveu para o Dr.Kellogg repreendendo-o por suas idéias:
“Você não
está totalmente esclarecido sobre a personalidade de Deus, que é tudo para nós
como um povo. Você praticamente destruiu o próprio Senhor Deus.” E.G.White
– Carta 300.
3) Em outubro de 1903, durante o
Concílio Outonal do Comitê da Conferência Geral, A.G.Daniels (presidente da
C.G.) recebeu duas cartas de Ellen White denunciando especificamente os ensinos
contidos no livro “The Living Temple”, que levaram, naquele momento, o
Dr.Kellogg admitir que faria revisões em seu livro removendo tudo que fosse de
natureza teológica. Poucos dias depois ele muda de opinião e começa a defender
seu livro, como pode ser constatado nesta carta que ele escreveu para
G.I.Butler (ex-presidente da C.G.):
“Até onde eu
entendo sobre a dificuldade encontrada no ‘Templo Vivo’, é que a coisa toda
pode ser resumida nesta questão: É o Espírito Santo uma pessoa? Você diz
que não. Eu tinha achado que a Bíblia dizia isto pelo fato de que o pronome
pessoal ‘ele’ é usado em referência ao Espírito Santo. A irmã White usa o
pronome ‘ele’ e mencionou em diversos textos que o Espírito Santo é a terceira
pessoa da Divindade. Como o Espírito Santo pode ser a terceira pessoa e não ser
pessoa nenhuma, é difícil para eu enxergar.” J.H.Kellogg
para G.I.Butler em 28 de outubro de 1903.
Vamos fazer aqui uma pausa para entender o que está
acontecendo:
1-
Disseram para nós que o livro do Dr.Kellogg foi rejeitado por conter
ensinamentos panteístas.
Realmente
nós vimos que aquela sua declaração do ‘fazedor-de-árvores na árvore’
poderia conduzir a este tipo de entendimento.
2- Ellen
White repreendeu o Dr.Kellogg dizendo que ele ‘praticamente destruiu o
próprio Senhor Deus’.
Está mais
do que claro de que E.G.White repudiou completamente este tipo de ensinamento.
3- O
próprio Dr.Kellogg afirmou que toda a dificuldade gira em torno da
personalidade do Espírito Santo, pois ele entendia que o Espírito Santo é um
ser pessoal, a terceira pessoa da divindade tal como Ellen White escreveu em
diversos textos.
O
Dr.Kellogg tentou explicar que aquela força ou poder divino que atua
misteriosamente dentro das coisas vivas como se fosse uma extensão dEle mesmo criando e mantendo a vida, é o Espírito Santo que
ele entendia ser um ser divino pessoal ou a terceira pessoa da divindade.
Para o Dr.Kellogg tudo estaria resolvido se as pessoas
interpretassem seus textos ‘aparentemente’ panteístas, não como uma difusão do
Deus eterno para o interior das coisas criadas, mas sim como o Deus Espírito
Santo permeando todo o universo criado por Deus. Este tipo de entendimento não
poderia ser acusado de panteísmo, pois ele não entendia que o Espírito Santo
fosse uma força ou poder impessoal, mas sim a terceira pessoa da Divindade, ou
seja, uma pessoa divina separada do Pai e do Filho.
Como os
pioneiros reagiram a este entendimento por parte do Dr.Kellogg?
4) A.G.Daniels reagiu escrevendo uma
carta para William C.White (filho de E.G.White) dizendo:
“Ele (J.H.Kellogg) disse que por todo o tempo tinha se
preocupado em saber como explicar o caráter de Deus e Sua relação com as obras
criadas. Ele tem certeza de que crê apenas no que os Testemunhos ensinam e no
que o Dr.Waggoner e o pastor Jones pregaram por anos; mas ele desconfiava que
eles não expressaram o assunto de forma correta. Então ele afirmou que suas
antigas visões sobre a trindade o atrapalhavam de fazer uma declaração clara e
absolutamente correta, e que por um certo momento que ele creu na trindade,
conseguiu ver bem claramente onde estava toda a dificuldade, e achou que agora
podia resolver a questão satisfatoriamente. Ele me disse que agora crê em: Deus
o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. E agora entende que é o Espírito
Santo e não o Pai, que preenche todo o espaço e todas as coisas vivas.” A.G.Daniels para William C.White
em 29 de outubro de 1903.
Percebam
que A.G.Daniels entendeu perfeitamente a explicação de J.H.Kellogg. Está bem
evidente nesta explanação de Daniels para William White que as “antigas
visões” do Dr.Kellogg sobre a Trindade referem-se ao seu anterior ponto de
vista, que partilhava junto com os demais pioneiros, de que a Trindade não era
uma verdade bíblica e de que portanto o Espírito Santo não era um ser divino
pessoal tal como o Pai. No entanto, quando o Dr.Kellogg “por um certo momento creu na trindade, conseguiu ver bem
claramente onde estava toda a dificuldade, e achou que agora podia resolver a
questão satisfatoriamente”.
E qual era
a solução satisfatória para suas declarações não serem consideradas como
panteístas? Crer em Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, pois
assim todas estas declarações poderiam ser entendidas como o Espírito Santo em
ação no universo preenchendo “todo o espaço e todas as coisas vivas”.
Mais uma
pausa para reflexão:
a) Os
teólogos(1) da atual IASD dizem que foi Ellen White com declarações como “três
pessoas do trio celestial”(2) e de que “Cristo é o auto-existente e
preexistente Filho de Deus”(3) que motivou a mudança da IASD para o
trinitarianismo, porém nada mencionam sobre o fato de que o Dr.Kellogg adotou o
conceito trinitariano para explicar seus textos polêmicos e assim fugir da
crítica de panteísmo.
O
trinitarianismo adotado pelo Dr.Kellogg está em perfeita harmonia com o
trinitarianismo da IASD hoje, porém estranhamente a liderança continua
repudiando-o como alguém com idéias panteístas ao invés de construir uma
estátua em sua homenagem como um dos primeiros pioneiros a declarar pública e
claramente sua crença na doutrina da Trindade.
b) Uma
outra coisa muito estranha é o fato de Ellen White como a mensageira do Senhor,
tenha inicialmente dito que ele não estava totalmente esclarecido sobre a
personalidade de Deus e que suas idéias praticamente destroem o próprio Senhor
Deus, e agora ela seja apresentada pelos atuais líderes da IASD como alguém que
tenha ajudado a igreja sair do “erro” do não trinitarianismo para a “verdade”
do trinitarianismo.
Porque
Ellen White, designada por Deus para guiar Seu povo no momento de crises como
aquela do Dr.Kellogg, não recebeu uma visão comprovando a explicação
apresentada pelo Dr.Kellogg, dizendo que ele estava certo em sua explicação
trinitariana? Não seria esta uma excelente oportunidade para Deus abrir os
olhos de Seu povo para esta “verdade” ignorada por todos os pioneiros?
E o mais
intrigante: Porque Ellen White insistia em declarar para todos que seus pontos
de vista sobre a divindade não correspondem aos pontos de vista do Dr.Kellogg?
Continuemos
nossa análise dos fatos:
5) G.I.Butler respondeu a carta do
Dr.Kellogg nos seguintes termos:
“Até onde a Irmã White e você estão em perfeito acordo é
preocupante, eu devo deixar isso totalmente entre você e ela. A Irmã White diz
que não há perfeito acordo. Você declara que há. Eu conheço algumas das
observações dela que lhe dão forte base para você declarar que ela está de
acordo. Sou honesto e franco suficiente para dizer isso, mas eu devo dar a ela
o crédito, até que ela abandone isso de dizer que há uma diferença também, e eu
não creio que você possa dizer plenamente o que ela quer dizer.” G.I.Butler para J.H.Kellogg em 5
de abril de 1904.
Interessante
observar a franqueza de Butler dizendo que algumas declarações de Ellen White
poderiam servir de forte base para validar a explicação trinitariana de Kellogg
(os textos existem e dão margem para o entendimento trinitariano), porém ele
insiste em dizer que a explicação de Kellogg não condiz com exatidão ao
pensamento de Ellen White.
É constrangedor
verificar a dependência de nossos pioneiros à Ellen White quanto à definição de
importantes conceitos teológicos que deveriam ter a Bíblia como a única regra
de fé e prática. Lá estão os pioneiros discutindo se Ellen White pensa ou não
igual à Kellogg ao invés de estarem examinando as Escrituras para provar os
conceitos de ambos.
Mas
Butler continuou sua carta a Kellogg dizendo mais coisas:
“Deus habita em nós pelo Seu Santo Espírito, como um
Confortador, como um Reprovador, mais como um formador. Quando nós vamos a Ele,
nós participamos dEle nesse sentido, porque o Espírito Santo vem a partir
dEle;vem do Pai e do Filho. Não é uma pessoa andando por aqui a pé, ou voando,
como um ser literal no mesmo sentido que Cristo e o Pai fazem... pelo menos se
é assim, está totalmente além da minha compreensão do entendimento da linguagem
ou das palavras.”
G.I.Butler para J.H.Kellogg em 5 de abril de 1904.
É
incontestável que Butler não aceitou a explicação trinitariana de Kellogg, em especial
sua idéia do Espírito Santo ser um ser pessoal e divino.
Notem que
já estamos no quarto mês de 1904 e até agora nenhuma declaração de Deus através
de Ellen White dizendo que os pensamentos trinitarianos de Kellogg, em especial
seu conceito de que o Espírito Santo é um ser pessoal e divino, estão corretos.
Os
conceitos do Dr.Kellogg, rejeitados inicialmente como sendo panteístas,
continuaram sendo rejeitados sob a ótica de sua explicação trinitariana.
O tempo
foi se passando e nada dos pioneiros mudarem de opinião, nem de Ellen White
aceitar os conceitos do Dr.Kellogg. Pelo contrário, Ellen White passou a
escrever textos e mais textos alertando quanto ao perigo dos ensinos
especulativos sobre a personalidade de Deus. A IASD continuava não trinitariana
em suas crenças fundamentais e em suas publicações denunciando o engano do
conceito católico da Trindade.
6) Em 1904, Ellen White finalmente
recebe uma clara orientação de Deus sobre o livro do Dr.Kellogg, o qual foi
publicado na forma de um artigo intitulado “O Fundamento de Nossa Fé” e
adivinhem...
...
Mudanças? Vejamos:
“Eu tenho sido instruída pelo mensageiro celeste que
alguns dos raciocínios no livro ‘Templo Vivo’ são falaciosos, e que tal
raciocínio desencaminhará as mentes daqueles que não estão profundamente
firmados nos princípios fundamentais da verdade presente. Ele introduz aquilo
que não passa de uma especulação acerca da personalidade de Deus e onde Sua
presença está. Ninguém nesta Terra possui o direito de especular nesta questão.”
Ellen White –
Mensagens Escolhidas vol.1 pág. 201.
Mas
espera um pouco Ellen White! O Dr.Kellogg já explicou o que estava querendo
dizer. Ele não é panteísta! Ele já deixou claro de que o poder que permeia todo
universo e todo ser vivo é a terceira pessoa da Trindade, o Deus Espírito
Santo.
Que nada!
O mensageiro celeste já deixou bem claro: O Dr.Kellogg está introduzindo um
conceito especulativo acerca da personalidade de Deus que desencaminhará as
mentes daqueles que não estão profundamente firmados nos princípios da verdade
presente.
E Ellen
White orientada pelo mensageiro celeste foi ainda mais longe em sua
advertência:
“Teorias espiritualistas sobre a personalidade de Deus,
seguindo as lógicas conclusões deles, derrubam toda a eficiência cristã.” Ellen White – Mensagens
Escolhidas vol.1 pág. 201.
Quer
dizer que Deus deixou bem claro que as idéias do Dr.Kellogg (mesmo ou
especialmente sob a ótica trinitariana) são conceitos espiritualistas da
personalidade de Deus que não passam de falácias.
Neste
mesmo artigo Ellen White foi orientada por Deus a considerar as especulações do
Dr.Kellogg como o “Alfa” ou início das heresias fatais, e depois de forma
dramática ela prediz o “Ômega” ou o final destas heresias doutrinárias que
seriam introduzidas na igreja em algum tempo no futuro:
“Não se enganem; muitos se afastarão da fé, dando ouvidos
a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Agora temos diante de nós, o
alfa deste perigo. O ômega será de uma natureza mais impressionante.” Ellen White – Mensagens
Escolhidas vol.1 pág. 197.
O
“Alfa” das heresias que abriu as portas para começar a desencaminhar o povo de
Deus rumo à tragédia do “Ômega”, foi o conceito errado que o Dr.Kellogg introduziu
a respeito da Divindade, ou melhor, o conceito Trinitariano de que o Espírito
Santo é um ser divino e pessoal em igualdade de condições ao Pai e ao Filho.
O
mensageiro de Deus foi ainda mais claro em sua mensagem à Ellen White sobre o
“Ômega”:
“O ‘Templo Vivo’ contém o alfa destas teorias. Eu soube
que o ômega o sucederá em pouco tempo; e temi pelo nosso povo.” Ellen White – Mensagens
Escolhidas vol.1 pág. 203.
Realmente
o “Ômega” aconteceu pouco tempo depois; não mais que 27 anos depois destes
episódios a IASD mudava suas crenças fundamentais de:
“Existe um Deus, pessoal, um ser espiritual, criador de
todas as coisas, onipotente, onisciente e eterno; infinito em sabedoria,
santidade, justiça, bondade, verdade e misericórdia; imutável e presente em
toda parte por seu representante, o Espírito Santo.”
“Existe um Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai Eterno...” – Crença Fundamental oficial da
IASD publicada pela primeira vez em 1872 por Uriah
Smith, repetida em todos os Year Books entre os anos de 1889 e 1914, e que em
15 de abril de 1894 foi aprovada oficialmente na significativa Assembléia Geral
de Battle Creek como,
segundo palavras do historiador adventista Edwin Froom, “a mais representativa; compreensiva e autorizada
Declaração das Crenças Fundamentais na história até aquele tempo.”(4)
Para:
“A Divindade, ou Trindade, consiste do Eterno Pai, uma
pessoa, um ser espiritual, onipotente, onipresente, onisciente, infinito em
bondade e amor; o Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, através de quem
todas as coisas foram criadas e a salvação das hostes dos redimidos será
realizada; o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, o grande poder
regenerador na obra de redenção.” – Crença Fundamental publicada no Year Book de 1931
(entre os anos de 1915 e 1930 as doutrinas oficiais da IASD deixaram
misteriosamente de serem publicadas – só lembrando que E.G.White morreu em
1915).
Um texto
final para a sua reflexão (só para não pensarem que pinçamos um texto
totalmente fora do contexto destes fatos e o inserimos aqui – como fazem muitos
– quero dizer que este texto esta no mesmo artigo mencionado acima no qual
Ellen White denuncia o Alfa e prediz o ômega):
“O inimigo das almas está tentando trazer a idéia de que
uma grande reforma devia tomar lugar entre os Adventistas do Sétimo Dia, e que
esta reforma deveria consistir em desistir das doutrinas que se firmaram como
os pilares da nossa fé, e se engajar em um processo de reorganização. Se esta
reforma fosse feita, qual seria o resultado? Os princípios da verdade que Deus,
em Sua sabedoria, deu à igreja remanescente seriam descartados. Nossa religião
seria mudada. Os princípios fundamentais que sustentaram a obra pelos últimos
50 anos, seriam considerados como erro. Uma nova organização seria estabelecida.
Livros de uma nova linha seriam escritos. Um sistema de filosofia intelectual
seria introduzido. Os fundadores desse sistema iriam pelas cidades, e fariam um
trabalho incrível. O sábado, logicamente, seria levianamente observado, como
também o Deus que o criou. Nada seria permitido opor-se ao novo movimento. Os
líderes ensinariam que a virtude é melhor do que o vício, mas com Deus sendo
removido, eles colocariam suas dependências no poder humano, que, sem Deus, não
tem valor. O fundamento deles seria construído na areia e os ataques e as
tormentas varreriam a estrutura.” Ellen G. White – Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 204 e
205.
“Hoje
se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” Lucas 4:21.
Referências:
(1) Em
especial, George Knight em artigo para a Revista Ministry, traduzido para o
português na revista Ministério com o título “As mudanças no Adventismo” pág.
16.
(2) Ellen
White, Evangelismo, pág. 615-616.
(3) Ellen
White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 530.
(4) Le Roy Edwin
Froom, Movement of Destiny, pág. 342.
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